O general da reserva Floriano Peixoto Vieira Neto, novo titular da Secretaria-Geral da Presidência da República, liderou os esforços internacionais de socorro às vítimas do terremoto de 2010 no Haiti e protagonizou negociação diplomática com os Estados Unidos para evitar que os norte-americanos assumissem o controle da segurança no país caribenho, sob controle brasileiro na época
Ele foi anunciado hoje para o cargo no governo do presidente Jair Bolsonaro após o anúncio da demissão de Gustavo Bebianno (PSL), cuja saída já era esperada desde a última sexta-feira
O agora ex-ministro foi citado em reportagens da "Folha de S.Paulo" sobre candidaturas laranjas do PSL no período eleitoral, quando ele era o presidente do partido
Dos sete ministros do governo Bolsonaro ligados às Forças Armadas, Floriano Peixoto é um dos mais reservados e tem fama de pragmático e enérgico, fruto de sua experiência em combate
Por outro lado, a vivência acadêmica –que inclui a academia militar de West Point, nos Estados Unidos – e a participação em negociações de alto nível no ambiente da ONU (Organização das Nações Unidas) fizeram com que seja visto com "grande visão de mundo" por seus colegas
Antes da exoneração de Bebianno, dois generais ocupavam postos-chave na Secretaria-Geral
Floriano Peixoto era secretário-executivo, e o também general da reserva Maynard Santa Rosa chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos
A imprensa apurou que um dos motivos da opção por ele foi que Santa Rosa seria muito ligado a Bebianno e poderia não se sentir à vontade para substituir o ex-chefe
Em novembro passado, Bolsonaro havia dito que cogitava Floriano Peixoto para a assumir a Secom (Secretaria de Comunicação Social) e Santa Rosa para o PPI (Programa de Parcerias e Investimentos) – ambos permanecem na Secretaria de Governo, sob o comando do general Carlos Alberto dos Santos Cruz
Floriano Peixoto é um dos cinco ex-comandantes da missão de paz da ONU no Haiti escolhidos para ocupar postos estratégicos no Executivo e Judiciário
Os outros são os generais Augusto Heleno Ribeiro Pereira, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Carlos Alberto dos Santos Cruz, ministro-chefe da Secretaria de Governo, Edson Pujol, comandante do Exército, e Ajax Porto Pinheiro, assessor especial da presidência do STF (Supremo Tribunal Federal)
O substituto de Bebianno foi um dos primeiros militares brasileiros a trabalhar na missão de paz do Haiti
Em 2004, serviu como oficial de operações sob o comando do general Heleno e participou de ações de combate contra ex-militares rebeldes e gangues de criminosos
Em sua segunda passagem pelo Haiti, Floriano atuou como comandante das forças da ONU no país em 2009-2010
O seu comando coincidiu com o terremoto que no dia 12 de janeiro de 2010 provovou cerca de 300 mil mortes
No momento do sismo, Floriano Peixoto estava nos Estados Unidos, prestes a voltar para o Haiti
Diversos membros da equipe dele e autoridades das Nações Unidas morreram no colapso do hotel Christopher, quartel-general da ONU em Porto Príncipe, onde o general trabalhava normalmente
Ao chegar ao Haiti logo depois do terremoto, o general passou a coordenar os esforços de resgate de sobreviventes, distribuição de água e comida, desobstrução de vias e enterro dos mortos em covas coletivas
Queda-de-braço com os EUA Na época, os cerca de 8 mil combatentes da ONU coordenados pelo general receberam auxílio de aproximadamente 16 mil militares norte-americanos enviados de forma emergencial por Washington dias depois da tragédia
Contudo, os norte-americanos quiseram assumir o controle da missão – responsabilizando-se inclusive pela segurança no país, papel que cabia à ONU
Floriano Peixoto era amigo pessoal do general americano Ken Keen, que liderava as tropas dos Estados Unidos, e negociou uma solução na qual as forças da ONU sob o comando do Brasil continuariam responsáveis pelo controle da segurança no país
Os americanos atuaram estritamente na ajuda humanitária. Floriano e Ken Keen apareceram juntos publicamente para reforçar a imagem de parceria
Anos após o episódio, o general brasileiro afirmou diversas vezes que não houve desentendimento com os Estados Unidos e que o relacionamento das duas nações foi harmonioso durante a operação de ajuda humanitária
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